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ENTIDADE DIZ QUE ÍNDIOS VIVEM SEM ÁGUA POTÁVEL HÁ 5 ANOS
A CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, através do Cimi, Conselho Missionário Indígena, afirmou que os índios Potrero Guasu, habitantes do município de Paranhos, no Mato Grosso do Sul, vivem sem
água potável há mais de cinco anos. A situação agrava os índices de mortalidade infantil nas crianças indígenas.
A situação chega ao ponto dos professores da região denunciarem que a água dos bebedouros da escola tinha um cheiro forte e era marrom. Além disto, tampouco havia
água potável para higiene quanto na cozinha para a preparação dos alimentos da merenda.
O Cimi relata que há cinco anos a comunidade reclama da falta de
água potável no lugar. A Funasa, Fundação Nacional da Saúde, furou dois poços artesianos no para tentar resolver o problema, mas até agora, eles estão vazios.
Inúmeras doenças de pele e problemas de desnutrição são constatados nas crianças da escola local. A Funasa argumenta que os poços não entraram em funcionamento devido à falta de bombas de água, cujos recursos para compras estão inclusos no PAC, Programa de Aceleração do Crescimento, do governo federal. Enquanto isso, a comunidade continua sem
água potável.
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