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A qualidade da água para hemodiálise é de essencial valor no tratamento de qualquer problema de insuficiência renal. A hemodiálise é um procedimento que visa substituir a atividade renal em um paciente com problemas no rim. E a água, tem papel fundamental neste procedimento.
No Brasil, já tivemos sérios acidentes devido a descuidos com isso. Em 1996, no Instituto de Doenças Renais (IDR) de Caruaru, no Recife, morreram 65 pacientes de hemodiálise devido à presença de uma bactéria na água usada no tratamento.
O rim é o órgão responsável por filtrar o sangue, eliminando dele impurezas, e substâncias como a uréia, por exemplo. Após a limpeza do sangue, o rim manda estas substâncias para a bexiga e, através da urina, o corpo humano as excreta.
A hemodiálise cumpre este papel em pacientes com problemas renais crônicos. Uma seção de hemodiálise ocorre da seguinte maneira: o sangue do paciente passa por uma máquina que, através de processos químicos, o filtra e ele retorna ao paciente.
A literatura médica aponta uma associação entre a qualidade da água e o sucesso do tratamento por hemodiálise, já que o líquido tem papel crucial no processo químico que filtra o sangue.
Desde o grave acidente de 1996 em Caruaru, os procedimentos para garantir a qualidade da água para hemodiálise foram muito estudados e o Ministério da Saúde estabeleceu no mesmo ano, pela portaria no. 2042/GM (DOU 11/10/96), parâmetros para a qualidade da água usada neste tipo de tratamento. Atualmente, são conduzidos processos de filtração por filtro de carvão, radiação, adicionamento de produtos químicos, tudo isto objetivando evitar contaminantes microbiológicos (como bactérias e algas), e físico-químicos, como metais e sais.
Fonte: Luciano Valente