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Óleo recolhido em águas da Bacia de Campos ameaça contaminar rios

Uma comissão da Câmara dos Deputados descobriu novas irregularidades na empresa que recebeu resíduos do vazamento da Chevron, há mais de 20 dias, na Bacia de Campos. A Polícia Federal encontrou manchas de óleo em canaletas que podem representar risco de contaminação a rios da região.

A Contecom, empresa de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, que recebeu o óleo que vazou de um dos poços de petróleo da Chevron, estava com a licença vencida há mais de um ano. A informação é da comissão externa da Câmara dos Deputados que investiga o manejo do vazamento. Nesta terça-feira (29), os parlamentares estiveram na Contecom e filmaram os reservatórios completamente cheios. A empresa recebeu cerca de 80 mil litros resíduos retirados da Bacia de Campos.

A Polícia Federal também esteve no local. De acordo com os agentes, há resíduos de óleo em canaletas dentro da empresa. As canaletas levam água até os ralos, que por sua vez têm contato com a rede que deságua nos rios.

Segundo o delegado que investiga o caso, as piscinas onde ficam armazenados os resíduos na empresa teriam transbordado, por isso, o óleo chegou às canaletas. Agora, a Polícia Federal quer saber também se a Contecom trabalhava acima do limite da capacidade.

“Se há contaminação, somente a prova pericial pode dizer isso. A empresa atende todas as determinações do Inea”, afirma Bruno Rodrigues, representante da Contecom.

Essa não foi a única irregularidade encontrada na empresa. Uma auxiliar administrativa foi levada para a sede da Polícia Federal para prestar esclarecimentos. Ela teria assinado documentos no lugar do responsável técnico.

A Chevron divulgou imagens feitas na segunda-feira (28) no Campo do Frade. Ainda há vazamentos, mas a empresa alega que eles são cada vez menores e que as causas do acidente continuam sendo investigadas.

Em audiência na Comissão de Meio Ambiente do Senado sobre o vazamento de óleo, o presidente do Ibama disse que, daqui a dois dias, o instituto irá concluir a análise sobre cumprimento ou não, por parte da empresa, do plano de emergência, conforme licenciado. Se não tiver cumprido, a empresa será autuada novamente no limite de R$ 10 milhões.

O Instituto Estadual do Ambiente informou que a Condecom está em processo de renovação de licença e apta a operar. Técnicos do instituto estiveram na segunda na empresa e disseram não ter encontrado irregularidades.

Fonte: G1

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